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Cultura foi tema de evento em Santa Maria da Vitória

Arte e Cultura

Cultura foi tema de evento em Santa Maria da Vitória

A comunidade cultural se reuniu, no último dia 16 de fevereiro, para discutir os rumos das políticas públicas de cultura em Santa Maria da Vitória-BA

Motivados pelo tema “o que falta na cultura de Santa Maria da Vitória?” artistas, produtores, ativistas e comunidade estiveram juntos discutindo os rumos das políticas de cultura no município.

A reunião foi promovida pelo coletivo Culturas Correntes, Comitê de Cultura e Artes do Território da Bacia do Rio Corrente e por alunos e alunas da Especialização em Artes e Ação Cultural da UFOB (Universidade Federal do Oeste), campus de Santa Maria da Vitória. A reunião ocorreu na própria UFOB.

Foto por Tiago Mendou

Além das pessoas diretamente ligadas à cadeia produtiva da cultura estiveram presentes professores e professoras que fizeram contribuições nas discussões.

Na mesa teve a presença de Nonato Lopes, conselheiro estadual de cultura da Bahia; Robson Vieira do coletivo Culturas Correntes; Christiane Ramos aluna da ArtCut/UFOB e Cleudir Neves representando o colegiado do Território.

O prefeito, Renato Leite (Renatinho), não compareceu nem justificou ausência. Já o secretário de educação e cultura, Valdeci Augusto, informou sobre impossibilidade de se fazer presente. O vereador Ivanildo Leão confirmou presença, mas não compareceu; Moraezinho de Ruy e Domingão justificaram ausência, os demais não responderam ao convite. Todos foram convidados via ofício com antecedência de 8 dias.

Fotos: Tiago Mendou

Na oportunidade, Cleudir Neves, contribuiu com uma explanação sobre o panorama da cultura dando enfoque na realidade do município, apresentou o atual cenário e perspectivas futuras para as políticas culturais. “O que eu quero é o sistema municipal de cultura consolidado em cada município do Território da Bacia do Rio Corrente, uma economia da cultura construída com a participação dos artistas de nosso Território. Eu quero muito mais, quero um Território rico, produtivo, sustentável… Sistema de cultura é prioridade”, avaliou Cleudir.

No debate a fala foi franqueada e as pessoas presentes puderam dar suas contribuições nas discussões. O momento foi marcado pela consciência da classe em reconhecer a contribuição que a cultura tem dentro da economia do município o que aponta necessidade de que venha fazer parte da agenda da atual gestão.

 

O potencial cultural de Santa Maria da Vitória

Fala comum entre os participantes foi a consciência do potencial cultural do município, a necessidade da solidariedade entre a classe e a gritante urgência de organização em conformidade com a consolidação do SMC (Sistema Municipal de Cultura) para que sejam asseguradas garantias necessárias como a criação do fundo municipal de cultura, já aprovado em lei estadual e municipal, para que possa receber recursos estadual, municipal e federal.

“Essa reunião marca um momento importante uma vez que aqui conseguimos reunir artistas ligados às mais variadas linguagens, além da sociedade, isso é sinal de força. Nossa classe começa num despertar consciente e isso faz aparecer a consciência de que precisamos ativar o poder público nas demandas aqui apresentadas. Cabe a nós mostrar aos gestores o poder que a cultura tem”, avaliou Robson Vieira.

Foto por Tiago Mendou

Como continuidade das ações, foi tirada uma comissão para contribuir assessorando a atual gestão na sensibilização do gestor para pactuação do município no programa “Municípios Culturais” da Secretaria da Cultura do Estado com prazo para encerrar no dia 31 de março.

Foi ainda estabelecido entrega, em ato público, da cópia de ata da reunião ao prefeito, secretário e vereadores. Também ficou acertado a continuidade do debate e a manutenção do fórum de discussões, pois foi entendido pelos presentes como necessário para o fortalecimentos dos fazedores de cultura do município.

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Jornalista, santa-mariense e idealizador do Matutar com objetivo de debater assuntos que possam promover mudanças sociais na região da Bacia do Corrente. Idealista por natureza, curioso pela força da profissão e dono de um olhar sensível aos problemas sociais. Maurizan tem uma mente inquieta e está sempre a procura de novas historias para conhecer e contar.

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